quarta-feira, 8 de junho de 2011

Inverno


O que significa pensar em alguém que não se sabe o nome e nem ao menos o tom de sua voz? Ficar sem reação nunca foi algo que me preocupou, mas confesso que ando passando por momentos assim. Momentos esses em que não sei como agir, a voz não sai, o olhar paralisa. Estranho. Desconhecido. Novo. Diferente. Situações inóspitas andam acontecendo e eu não sei o que elas querem dizer. Ou será que elas só servem para me confundir com significados despretenciosos?
E o que fazer quando tu diz para si mesmo que não espera resposta nenhuma pelo simples fato de não querer realmente esperar por mais que já a esteja esperando desde antes de saber o que esperar? Confusões a parte, algo em ti me agrada, me acalma, me aflige e me desperta a mais estranha curiosidade. Não sei quase nada sobre ti. Nome, voz, endereço, telefone… Nada disso importa. Pudera eu saber o tipo de chocolate da tua preferência, a cor que mais te agrada vestir, a música que te acalma quando o mundo cai sobre tua cabeça, o filme que te faz rir, o passatempo que te faz virar as noites sem dormir.
Talvez passem dias, semanas, meses e nada além de uma palavra tua eu vá ouvir. Talvez o destino nos ajude e possamos trocar conversas tímidas e interessantes. Quem sabe nada aconteça. Quem sabe o tempo nos surpreenda. Por hora, só posso te observar de longe, enquanto algo aqui tem imensa vontade de falar algo pra ti. Deixo assim, guardo minhas palavras e me restrinjo a imaginar as tuas frases. Teu sorriso torto já conheço de longe.
Tenho frio. Os dias gelados estão deixando meu coração cada vez menos quente. Não que isso me incomode. Me dá um abraço?

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