Os dias continuam os mesmos e apesar disso tudo mudou, de alguma forma. Aqui, aí, em mim, em ti. Quando eu quis te atingir, jamais consegui. Quando eu quis ser atingida, nada senti. Agora que não faço mais questão de ouvir tuas palavras soltas saltando em minha direção, tu faz de tudo para pronunciá-las. Me convenci de que tu gosta mesmo é do ao contrário, do oposto, do não combinado, do inverso, do dito-não-dito. Eu sempre achei que tu não ia fugir, que estaria aqui sempre de um jeito ou d’outro. Mas tu nunca esteve, não realmente. Nunca acreditou em mim, e quando resolveu crer em algum dos meus sentimentos, já era tarde demais.
Hoje eu não quero mais ouvir tua voz, não quero mais ver teu sorriso, não quero mais procurar teu olhar perdido, não quero mais sentir o contato da tua mão gelada na minha trêmula, não quero mais os teus devaneios, as tuas invasões, as tuas inconsciências conscientes, não quero mais por realmente não haver mais necessidade da tua presença no meu coração transformado pelo tempo imperfeito de nós dois.
Cruzei a avenida, olhei para o lado oposto, encontrei quem não queria, mas precisava. Cada célula de mim dizia que precisava, mas eu não enxergava um palmo a frente. Só via você, você, você. E hoje saiba que és quem eu menos quero ver. O teu jeito de me confundir está no prazo de validade, eu não quero mais a tua liberdade regrada a gestos impensados.
Então, pode ir embora que chegou a tua hora. Me deixa aqui, enquanto o sol me aquece e eu encontro um abraço mais confortante onde sonhar.
Hoje eu não quero mais ouvir tua voz, não quero mais ver teu sorriso, não quero mais procurar teu olhar perdido, não quero mais sentir o contato da tua mão gelada na minha trêmula, não quero mais os teus devaneios, as tuas invasões, as tuas inconsciências conscientes, não quero mais por realmente não haver mais necessidade da tua presença no meu coração transformado pelo tempo imperfeito de nós dois.
Cruzei a avenida, olhei para o lado oposto, encontrei quem não queria, mas precisava. Cada célula de mim dizia que precisava, mas eu não enxergava um palmo a frente. Só via você, você, você. E hoje saiba que és quem eu menos quero ver. O teu jeito de me confundir está no prazo de validade, eu não quero mais a tua liberdade regrada a gestos impensados.
Então, pode ir embora que chegou a tua hora. Me deixa aqui, enquanto o sol me aquece e eu encontro um abraço mais confortante onde sonhar.
"E hoje saiba que és quem eu menos quero ver. O teu jeito de me confundir está no prazo de validade, eu não quero mais a tua liberdade regrada a gestos impensados.
ResponderExcluirEntão, pode ir embora que chegou a tua hora. Me deixa aqui, enquanto o sol me aquece e eu encontro um abraço mais confortante onde sonhar."
Não pegou pesado não?
Sabe, no tempo que eu escrevi isso foi porque eu estava mesmo com ódio. Mas agora eu vejo que isso não me leva a nada, a melhor coisa que eu fiz foi esquecer, e hoje eu vejo com isso me fez bem, me fez crescer e me tornar uma pessoa melhor e mais forte.
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